
Com a fuga da médica cubana de Pacajá no Pará, paramos e ai então prestamos atenção aos detalhes do Programa, que na teoria é fantástico, atender as comunidades carentes mais longínquas dos rincões deste país, na prática é exploração do trabalho destas pessoas, que talvez não possa ser chamado de uma prática escravagista em pleno século 21.
O profissional cubano vem para o Brasil e quem ficam com aproximadamente 80% dos seus vencimentos é o Governo dos irmãos Castro? Como explicar uma coisa destas, uma exploração descabida do trabalho dos outros...
O dinheiro vai mesmo todo para Cuba, digo, os R$ 9 mil e poucos reais que deveriam pagar o médico que se dedica para atender os brasileiros tão sofridos sem saúde?
Quero acreditar que que não tenha nada além da exploração das pessoas, como um rachid entre Brasil e Cuba no que diz respeito ao dinheiro dessas pessoas.
Agora lemos a bula e engrossamos o couro contra trabalho escravo, por que isso é um crime hediondo neste país.
"O processo de relação que se estabelece entre o governo cubano e a Opas se dá nos termos da cooperação internacional do governo cubano com a Opas, de acordo com o conjunto de regramentos que há para os funcionários públicos de Cuba, seu regime de previdência, seu regime salarial, a modalidade que eles fazem contratação, que é estabelecido, insisto, não pelo Brasil, mas pela cooperação entre Organização Pan-Americana e governo de Cuba", disse.
Ramona chegou a Brasília no último sábado (1º) e se abrigou na liderança do DEM na Câmara. Segundoela , os cubanos recebem US$ 400 (cerca de R$ 965), enquanto os demais profissionais estrangeiros recebem R$ 10 mil pelo Mais Médicos.
Chioro afirmou que o Ministério da Saúde foi notificado pela Prefeitura de Pacajá na manhã desta quarta de que há mais de 48 horas a médica não comparece ao trabalho. Segundo o ministro, já a partir desta quinta-feira (6) o posto de Ramona em Pacajá provavelmente será ocupado por outro profissional.
"O ministério foi notificado hoje pelo município, nós não podemos aceitar que haja prejuízo em relação ao programa. (...) O ato da profissional configura ato de abandono. (...) O ministério está providenciando o procedimento de desligamento e estamos solicitando a imediata substituição da profissional", disse o ministro.
em qualquer profissão nós temos sempre os profissionais que desistem"
Mais desistências
Segundo Chioro, dos 6,6 mil médicos que atuam no programa, 102 já deixaram o Mais Médicos – deste total, 22 eram cubanos que deixaram por problemas de saúde (17) ou optaram por retornar a Cuba (5). "Este número de desistência, para nós, é insignificante", comentou o ministro.
"Como todo processo de trabalho em qualquer profissão nós temos sempre os profissionais que desistem. (...) Estamos muito tranquilos e estamos conduzindo essa situação", afirmou Arthur Chioro.
Segundo Arthur Chioro, entre as desistências do programa estão questões de saúde e motivos pessoais. Durante entrevista coletiva nesta tarde no Ministério da Saúde, Chioro afirmou que dois médicos cubanos retornaram ao país por terem "caído do telhado', sem dar mais detalhes.
O ministro não quis comentar se a médica deve receber asilo por parte do governo brasileiro. Ele afirmou que cabe ao Ministério da Justiça se manifestar sobre o caso.
Refúgio
Mais cedo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que, fora do Mais Médicos, Ramona perderia seu visto de permanência no Brasil, bem como o registro para trabalhar como médica no país.
O DEM, que abrigou a médica na Câmara, solicitou na tarde desta quarta um pedido de refúgio no Brasil. Inicialmente, a intenção era solicitar asilo político, que depende de aval da Presidência da República e não altera a situação de possível irregularidade do solicitante no país até que a concessão seja definida.
Com o pedido de refúgio, a permanência do estrangeiro no país torna-se temporariamente regular até que o Comitê Nacional para os Refugiado (Conare) – órgão vinculado ao Ministério da Justiça – julgue a concessão definitiva do refúgio. O Ministério da Justiça não tem previsão de quando a solicitação pode ser julgada pelo Conare.
Segundo Paulo Abrão, secretário nacional de Justiça, o asilo político só pode ser concedido quando há perseguição política. Já o refúgio inclui as possibilidades de perseguição por motivos políticos, de raça, de pertencimento a grupos sociais ou de grave e generalizada violação dos direitos humanos.
O DEM também solicitou ao ministro que sejam dados esclarecimentos sobre a alegação de Ramona de que ela estaria sendo procurada pela Polícia Federal na casa onde morava no Pará e de que teria tido ligações telefônicas rastreadas. Cardozo afirmou que a PF não procura Ramona.
"Não existe a menor possibilidade legal de que isso tivesse ocorrido. A Polícia Federal não a está procurando, não a está investigando e não existe nenhuma interceptação legal de telefone. Isso, ainda que se algum policial o fez, foi em total situação de irregularidade", disse. "Neste momento não há porque buscar algum abrigo ou uma situação qualquer de resguardo a esta pessoa.
Ela não está sendo buscada pela Polícia Federal", completou.
G1 - Ministro defende acordo com Cuba e diz que cubana sairá do Mais Médicos - notícias em Política
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